Se as pessoas lessem sobre dinheiro como leem sobre futebol, o Brasil seria a maior potência do universo. Com essa frase, Antonio de Julio, consultor em finanças pessoais da Moneyfit, inicia sempre suas palestras, para alertar que o volume atual de débito entre os brasileiros indica o início de uma “bolha de crédito”, causada pelo acúmulo de dívidas anteriores. O sinal de alerta já foi ligado. A maioria da população esquece que o país tem uma das piores taxas básicas de juros do planeta, de 10,75% ao ano. Quando acrescida dos ganhos dos bancos e dos tributos sobre a intermediação financeira, os encargos sobem muito, chegando a 14% no cartão de crédito, por exemplo.
Empolgadas com as supostas “facilidades” de crédito dos últimos anos, as pessoas estão perdendo a noção do valor do dinheiro e passaram a comprar bens sem calcular juros e custos com manutenção, impostos e seguros. Segundo Julio, o estouro costuma ocorrer em janeiro, quando o consumidor que não calculou seus gastos toma pé da realidade e descobre que não terá como arcar com presentes de Natal, tributos, fantasia do carnaval, matrícula, uniforme e livros escolares e ainda manter o carro zero, recentemente adquirido com desconto do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
A falta de percepção é refletida na alta dos preços e na demanda desenfreada por bens que não valem a metade do valor de face, assinalou o consultor. Em São Paulo, uma cobertura chega a R$ 25 milhões. “Com esse dinheiro, compro um castelo na França e ainda ganho uma vinícola. Nenhum imóvel aqui poderia custar mais que outros muito melhores em países desenvolvidos”, ironizou. O mercado imobiliário é um dos principais exemplos da bolha em formação.
Na avaliação do consultor, os bancos incitam a inadimplência ao oferecerem ganhos de apenas 0,5% nos investimentos de baixo risco e, ao mesmo tempo, cobrarem mais de 10% mensais no cheque especial. “O sistema financeiro é um monstro que se autoalimenta. Quando as pessoas não conseguem pagar, o nível de inadimplência sobe e aí as instituições financeiras tentam provar que, por isso, não poderão reduzir os juros”, salientou. Ele cita exemplos de pessoas que ganham até R$ 15 mil e vivem situações de aperto porque gastam além.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
DOCS OFICIAIS TORNADOS PÚBLICOS SOBRE BUSH (DP 23/09/10)
Governo Bush pensava em invadir Iraque desde a posse
Assessores do ex-presidente George W. Bush (2001-2009) já pensavam em derrubar Saddam Hussein assim que chegaram à Casa Branca, e tentaram justificar uma guerra com o Iraque meses depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, segundo documentos oficiais divulgados na quarta-feira nos Estados Unidos.
Poucas horas depois dos ataques de 11 de setembro, o então secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, mencionou um ataque ao Iraque e a Osama bin Laden, líder da rede Al-Qaeda, segundo as notas de uma reunião realizada no mesmo dia dos atentados incluídas nos arquivos liberados.
Rumsfeld pediu a um advogado do Pentágono que ajudasse um auxiliar a obter "apoio" e demonstrar uma suposta ligação entre o regime iraquiano e o líder da rede terrorista Al-Qaeda, segundo os documentos divulgados pelo Arquivo Nacional de Segurança, um instituto de pesquisas independente com sede em Washington.
Anos depois, o governo dos Estados Unidos reconheceu que o governo de Saddam Hussein não teve qualquer relação com os ataques às torres gêmeas de Nova York e ao Pentágono, que deixaram 3.000 mortos.
Em junho e julho de 2001, altos funcionários do governo afirmaram que tubos de alumínio confiscados no Iraque eram a prova de que o país tentava fabricar armas nucleares, antes de submeter o material a uma análise preliminar, afirmam dois memorandos do Departamento de Estado dirigidos ao secretário da época, Colin Powell.
Um dos memos expressa o interesse do governo americano em "divulgar a apreensão em nosso benefício" e revelar a história adequada sobre os tubos, que teve a suposta conexão com armamento atômico rapidamente descartada.
O Iraque também esteve no centro de um memorando de julho de 2001 dirigido à então assessora de Segurança Nacional, Condoleezza Rice, a quem Rumsfeld pedia uma reunião de alto nível para falar da política a respeito de Bagdá. Depois de mencionar que as sanções contra o Iraque haviam fracassado e que a defesa aérea iraquiana melhorava, Rumsfeld adverte: "Em poucos anos, os Estados Unidos sem dúvida enfrentarão um Saddam dotado de armas nucleares".
"Se o regime de Saddam fosse derrubado, teríamos uma posição melhor na região e em outros pontos (...) Um grande êxito no Iraque reforçaria a credibilidade e influência dos Estados Unidos em toda a região", escreveu o secretário de Defesa.
Outro documento mostra que Rumsfeld discutiu planos bélicos para o Iraque apenas dois meses depois da ofensiva contra o regime dos talibãs, executada pela Aliança do Norte afegã com o apoio logístico dos Estados Unidos, no fim de 2001.
Segundo o texto, Rumsfeld ordenou ao general Tommy Franks, que estava à frente do Comando Central Americano, que preparasse as tropas para a "decapitação" do regime iraquiano.
Em uma lista com data de 27 de novembro de 2001, Rumsfeld enumera possíveis detonadores que poderiam ser usados pelo governo Bush para justificar o início de uma guerra: uma ação militar iraquiana contra um enclave no norte do país protegido por Estados Unidos e Reino Unido, o vínculo de Saddam com os atentados de 11 de setembro, os então recentes ataques com antraz, e os conflitos com as inspeções da ONU ao arsenal iraquiano.
Em um memorando de 18 de dezembro de 2001, a unidade de análises do Departamento de Estado advertiu que França e Alemanha provavelmente seriam contrárias a uma invasão do Iraque sem provas concretas de que Bagdá estava por trás dos atentados contra Washington e Nova York.
Também destacou que um apoio da Grã-Bretanha teria um custo político para o então primeiro-ministro Tony Blair (1997-2007), e poderia provocar uma reação violenta da comunidade muçulmana britânica.
Os documentos divulgados na quarta-feira foram entregues pelo governo americano com base em um pedido fundamentado no direito de liberdade de informação.
Da AFP Paris
Poucas horas depois dos ataques de 11 de setembro, o então secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, mencionou um ataque ao Iraque e a Osama bin Laden, líder da rede Al-Qaeda, segundo as notas de uma reunião realizada no mesmo dia dos atentados incluídas nos arquivos liberados.
Rumsfeld pediu a um advogado do Pentágono que ajudasse um auxiliar a obter "apoio" e demonstrar uma suposta ligação entre o regime iraquiano e o líder da rede terrorista Al-Qaeda, segundo os documentos divulgados pelo Arquivo Nacional de Segurança, um instituto de pesquisas independente com sede em Washington.
Anos depois, o governo dos Estados Unidos reconheceu que o governo de Saddam Hussein não teve qualquer relação com os ataques às torres gêmeas de Nova York e ao Pentágono, que deixaram 3.000 mortos.
Em junho e julho de 2001, altos funcionários do governo afirmaram que tubos de alumínio confiscados no Iraque eram a prova de que o país tentava fabricar armas nucleares, antes de submeter o material a uma análise preliminar, afirmam dois memorandos do Departamento de Estado dirigidos ao secretário da época, Colin Powell.
Um dos memos expressa o interesse do governo americano em "divulgar a apreensão em nosso benefício" e revelar a história adequada sobre os tubos, que teve a suposta conexão com armamento atômico rapidamente descartada.
O Iraque também esteve no centro de um memorando de julho de 2001 dirigido à então assessora de Segurança Nacional, Condoleezza Rice, a quem Rumsfeld pedia uma reunião de alto nível para falar da política a respeito de Bagdá. Depois de mencionar que as sanções contra o Iraque haviam fracassado e que a defesa aérea iraquiana melhorava, Rumsfeld adverte: "Em poucos anos, os Estados Unidos sem dúvida enfrentarão um Saddam dotado de armas nucleares".
"Se o regime de Saddam fosse derrubado, teríamos uma posição melhor na região e em outros pontos (...) Um grande êxito no Iraque reforçaria a credibilidade e influência dos Estados Unidos em toda a região", escreveu o secretário de Defesa.
Outro documento mostra que Rumsfeld discutiu planos bélicos para o Iraque apenas dois meses depois da ofensiva contra o regime dos talibãs, executada pela Aliança do Norte afegã com o apoio logístico dos Estados Unidos, no fim de 2001.
Segundo o texto, Rumsfeld ordenou ao general Tommy Franks, que estava à frente do Comando Central Americano, que preparasse as tropas para a "decapitação" do regime iraquiano.
Em uma lista com data de 27 de novembro de 2001, Rumsfeld enumera possíveis detonadores que poderiam ser usados pelo governo Bush para justificar o início de uma guerra: uma ação militar iraquiana contra um enclave no norte do país protegido por Estados Unidos e Reino Unido, o vínculo de Saddam com os atentados de 11 de setembro, os então recentes ataques com antraz, e os conflitos com as inspeções da ONU ao arsenal iraquiano.
Em um memorando de 18 de dezembro de 2001, a unidade de análises do Departamento de Estado advertiu que França e Alemanha provavelmente seriam contrárias a uma invasão do Iraque sem provas concretas de que Bagdá estava por trás dos atentados contra Washington e Nova York.
Também destacou que um apoio da Grã-Bretanha teria um custo político para o então primeiro-ministro Tony Blair (1997-2007), e poderia provocar uma reação violenta da comunidade muçulmana britânica.
Os documentos divulgados na quarta-feira foram entregues pelo governo americano com base em um pedido fundamentado no direito de liberdade de informação.
Da AFP Paris
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
NOTÍCIAS DA CHINA
A China multiplicou ultimamente seus investimentos na América Latina no setor de mineração e hidrocarburetos, mas também em infraestruturas ferroviárias e siderurgia, reforçando e diversificando dessa maneira sua presença em uma região que registra um forte crescimento econômico, em especial o Brasil.
Nos últimos anos, os dirigentes chineses multiplicaram as visitas econômicas à América Latina, assinando acordos de investimento e exploração com países produtores de petróleo como Venezuela, México, Brasil, Argentina, Equador e Colômbia.
Em julho passado, a China entregou à Venezuela, país amigo, a primeira parte de um empréstimo de 20 bilhões de dólares para financiar 19 projetos de desenvolvimento.
Em abril, o gigante chinês CNPC anunciou que ia pagar um ticket de entrada de 900 milhões de dólares à Venezuela para ter acesso a uma reserva de petróleo na bacia do Orinoco.
Também em abril, um dirigente chinês anunciou que o Peru havia se convertido no principal receptor de capitais chineses na América Latina com 1,4 bilhão de dólares investidos, dos quais 1,1 bilhão em mineração.
No entanto, o país que mais atrai as empresas chinesas é o Brasil, devido especialmente a suas imensas necessidades de financiamento de infraestruturas.
"Mais de 50% das oportunidades de investimentos chineses na América Latina estão concentradas no Brasil", declarou à AFP Gerardo Mato, chefe da divisão latinoamericana do banco HSBC, no foro de investimentos China-América Latina, que foi realizado em Pequim há alguns dias.
Para a preparação do Mundial de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, ambos no Brasil, "se fala de cifras que vão de 60 a 120 bilhões de dólares" e os chineses poderão levar sua parte, indicou o banqueiro.
A China não se contenta em comprar ferro brasileiro e sim começa a fabricar aço no Brasil, como ilustra o acordo assinado entre as empresas brasileira LLX e chinesa Wuhan Iron and Steel, que investirão 5 bilhões de dólares na construção de uma usina siderúrgica.
O interesse chinês abrange outros setores, como o das ferrovias, em particular trens de alta velocidade, no qual o líder francês TGV se vê desafiado por empresas chinesas nos projetos brasileiro Rio de Janeiro-São Paulo e argentino Buenos Aires-Córdoba.
Há algumas semanas, a China e a Argentina assinaram acordos no setor ferroviário por um total de 10 bilhões de dólares.
Por seu lado, as empresas latinoamericanas visam mais a buscar "possibilidades de financiamento" para seu desenvolvimento em seus próprios países do que investir na China, indicou Mato.
Na semana passada, a brasileira Vale do Rio Doce, primeiro produtor mundial de ferro, anunciou que ia receber um empréstimo de 1,2 bilhão para financiar a construção de 12 embarcações de grande porte destinadas ao transporte do minério para China, sua principal cliente.
No final de 2009, a Petrobras obteve na china uma linha de crédito de 10 bilhões de dólares em dez anos, para financiar seu programa de investimento 2008-2013. Os Estados Unidos, que exercem uma influencia predominante na América Latina, declararam que eram favoráveis aos investimentos chineses. "Não se trata de uma ameaça", afirmou, em agosto passado, o secretário de Estado adjunto americano para a América Latina, Arturo Valenzuela, durante una visita de cinco dias à China.
Nos últimos anos, os dirigentes chineses multiplicaram as visitas econômicas à América Latina, assinando acordos de investimento e exploração com países produtores de petróleo como Venezuela, México, Brasil, Argentina, Equador e Colômbia.
Em julho passado, a China entregou à Venezuela, país amigo, a primeira parte de um empréstimo de 20 bilhões de dólares para financiar 19 projetos de desenvolvimento.
Em abril, o gigante chinês CNPC anunciou que ia pagar um ticket de entrada de 900 milhões de dólares à Venezuela para ter acesso a uma reserva de petróleo na bacia do Orinoco.
Também em abril, um dirigente chinês anunciou que o Peru havia se convertido no principal receptor de capitais chineses na América Latina com 1,4 bilhão de dólares investidos, dos quais 1,1 bilhão em mineração.
No entanto, o país que mais atrai as empresas chinesas é o Brasil, devido especialmente a suas imensas necessidades de financiamento de infraestruturas.
"Mais de 50% das oportunidades de investimentos chineses na América Latina estão concentradas no Brasil", declarou à AFP Gerardo Mato, chefe da divisão latinoamericana do banco HSBC, no foro de investimentos China-América Latina, que foi realizado em Pequim há alguns dias.
Para a preparação do Mundial de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, ambos no Brasil, "se fala de cifras que vão de 60 a 120 bilhões de dólares" e os chineses poderão levar sua parte, indicou o banqueiro.
A China não se contenta em comprar ferro brasileiro e sim começa a fabricar aço no Brasil, como ilustra o acordo assinado entre as empresas brasileira LLX e chinesa Wuhan Iron and Steel, que investirão 5 bilhões de dólares na construção de uma usina siderúrgica.
O interesse chinês abrange outros setores, como o das ferrovias, em particular trens de alta velocidade, no qual o líder francês TGV se vê desafiado por empresas chinesas nos projetos brasileiro Rio de Janeiro-São Paulo e argentino Buenos Aires-Córdoba.
Há algumas semanas, a China e a Argentina assinaram acordos no setor ferroviário por um total de 10 bilhões de dólares.
Por seu lado, as empresas latinoamericanas visam mais a buscar "possibilidades de financiamento" para seu desenvolvimento em seus próprios países do que investir na China, indicou Mato.
Na semana passada, a brasileira Vale do Rio Doce, primeiro produtor mundial de ferro, anunciou que ia receber um empréstimo de 1,2 bilhão para financiar a construção de 12 embarcações de grande porte destinadas ao transporte do minério para China, sua principal cliente.
No final de 2009, a Petrobras obteve na china uma linha de crédito de 10 bilhões de dólares em dez anos, para financiar seu programa de investimento 2008-2013. Os Estados Unidos, que exercem uma influencia predominante na América Latina, declararam que eram favoráveis aos investimentos chineses. "Não se trata de uma ameaça", afirmou, em agosto passado, o secretário de Estado adjunto americano para a América Latina, Arturo Valenzuela, durante una visita de cinco dias à China.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Semana na Bolsa
A semana iniciou bem ontem para os investidores. O índice Ibovespa fechou com valorização de 1,83% em uma sessão marcada por pouca volatilidade. Os analistas afirmam que a semana não deve trazer grandes surpresas no cenário internacional. Na Europa e EUA os investidores começam a resgatar a confiança em investimentos de renda variável após o acordo dos bancos centrais mundiais na cidade suíça de Basiléia, prevendo um maior controle e capitalização dos bancos nacionais a fim de evitar futuras crises de crédito como a ocorrida em 2008. Na China a produção industrial mostrou forte crescimento em agosto afastando a idéia de que o país poderia estar desacelerando demais e parar de crescer. No Brasil a maior volatilidade ainda virá das ações da Petrobras em meio ao seu processo de capitalização. Investidores estão programando suas posições nos papéis da companhia de acordo com os lotes disponíveis na emissão
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
VALE QUER VENDER BÔNUS
Vale quer vender US$ 1 bi em bônus com vencimento de 10 anos
A Vale deverá precificar nesta quarta-feira, 8, uma emissão de bônus dividida em duas partes, segundo pessoas próximas ao assunto. A companhia deverá vender cerca de US$ 1 bilhão em novos títulos de 10 anos, a aproximadamente 200 pontos-base sobre os Treasuries comparáveis, de acordo com as fontes.
Além disso, a Vale pretende vender US$ 500 milhões na reabertura dos bônus com vencimento em 2039, com cupom (juro nominal) de 6,875%, a cerca de 250 pontos-base sobre os Treasuries, disseram as fontes.
Credit Suisse e JPMorgan são os coordenadores da operação, enquanto BB Securities e Banco Bradesco estão atuando como co-coordenadores. Hoje a Vale informou em nota que pretende usar os recursos da emissão para 'propósitos corporativos em geral'. A Fitch atribuiu rating BBB+ à emissã
As informações são da Dow Jones.
A Vale deverá precificar nesta quarta-feira, 8, uma emissão de bônus dividida em duas partes, segundo pessoas próximas ao assunto. A companhia deverá vender cerca de US$ 1 bilhão em novos títulos de 10 anos, a aproximadamente 200 pontos-base sobre os Treasuries comparáveis, de acordo com as fontes.
Além disso, a Vale pretende vender US$ 500 milhões na reabertura dos bônus com vencimento em 2039, com cupom (juro nominal) de 6,875%, a cerca de 250 pontos-base sobre os Treasuries, disseram as fontes.
Credit Suisse e JPMorgan são os coordenadores da operação, enquanto BB Securities e Banco Bradesco estão atuando como co-coordenadores. Hoje a Vale informou em nota que pretende usar os recursos da emissão para 'propósitos corporativos em geral'. A Fitch atribuiu rating BBB+ à emissã
As informações são da Dow Jones.
Crise ajudou a criar 1,3 milhão de desempregados no Brasil
A crise global ajudou a formar um acréscimo de 1,3 milhão de pessoas no contingente de desempregados entre 2008 e 2009. É o que revelou nesta quarta-feira, 8, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em sua Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2009. De acordo com o instituto, a população desocupada (sem trabalho e procurando emprego) subiu para 8,4 milhões de pessoas entre 2008 e 2009, um aumento de cerca de 18,3%, maior taxa de elevação desde 2001.
Com isso, a taxa de desemprego, ou de desocupação, saltou de 7,1% em 2008 para 8,3% em 2009. O IBGE destacou que as taxas de desemprego mostradas pela Pnad são diferentes das apuradas, para os mesmos anos, pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME). Isso ocorre devido às diferenças metodológicas das duas pesquisas, além da abrangência diferenciada: a PME alcança as seis principais regiões metropolitanas e a Pnad tem caráter nacional.
O instituto apurou ainda que, em comparação com outros países, a taxa de desemprego no Brasil subiu de forma menos intensa por conta da crise, entre 2008 e 2009. Utilizando dados compilados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o IBGE informou que a crise global provocou aumentos acima de um ponto porcentual nas taxas de desemprego, de 2008 para 2009, em países como Espanha, que saltou de 11,3% para 18%; Chile, de 7,8% para 10,8%; Estados Unidos, de 5,8% para 9,3%; México, de 4,0% para 5,5%; e França, de 7,4% para 9,1%. Na avaliação do instituto, isso mostra que o impacto da crise no mercado de trabalho no Brasil foi bem mais fraco do que em outras nações.
Escolaridade incompleta
A Pnad mostrou ainda que o avanço do desemprego no ano da crise se concentrou mais nas pessoas com escolaridade incompleta. Segundo o IBGE, a taxa de desemprego na população com ensino médio incompleto ou equivalente saltou de 13,9% para 15,4% de 2008 para 2009. Já a taxa de desocupação entre pessoas com ensino superior incompleto ou equivalente subiu de 8,1% para 9,7%, no mesmo período. Entre as sete faixas de instrução pesquisadas pelo instituto, a que apresentou crescimento mais fraco na taxa de desemprego foi a de pessoas com ensino superior completo, cuja taxa de desemprego ficou praticamente estável, de 3,6% para 3,7% no período.
O levantamento também mostrou que, em 2009, 43,1% da população ocupada no mercado de trabalho tinham pelo menos o ensino médio completo, contra 41,2% em 2008.
Mulheres são mais da metade dos desempregados
Ainda segundo o instituto, as mulheres representavam mais da metade da população desempregada em 2009, com 58,3% do total de 8,4 milhões de pessoas sem trabalho e procurando emprego.
A crise global ajudou a formar um acréscimo de 1,3 milhão de pessoas no contingente de desempregados entre 2008 e 2009. É o que revelou nesta quarta-feira, 8, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em sua Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2009. De acordo com o instituto, a população desocupada (sem trabalho e procurando emprego) subiu para 8,4 milhões de pessoas entre 2008 e 2009, um aumento de cerca de 18,3%, maior taxa de elevação desde 2001.
Com isso, a taxa de desemprego, ou de desocupação, saltou de 7,1% em 2008 para 8,3% em 2009. O IBGE destacou que as taxas de desemprego mostradas pela Pnad são diferentes das apuradas, para os mesmos anos, pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME). Isso ocorre devido às diferenças metodológicas das duas pesquisas, além da abrangência diferenciada: a PME alcança as seis principais regiões metropolitanas e a Pnad tem caráter nacional.
O instituto apurou ainda que, em comparação com outros países, a taxa de desemprego no Brasil subiu de forma menos intensa por conta da crise, entre 2008 e 2009. Utilizando dados compilados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o IBGE informou que a crise global provocou aumentos acima de um ponto porcentual nas taxas de desemprego, de 2008 para 2009, em países como Espanha, que saltou de 11,3% para 18%; Chile, de 7,8% para 10,8%; Estados Unidos, de 5,8% para 9,3%; México, de 4,0% para 5,5%; e França, de 7,4% para 9,1%. Na avaliação do instituto, isso mostra que o impacto da crise no mercado de trabalho no Brasil foi bem mais fraco do que em outras nações.
Escolaridade incompleta
A Pnad mostrou ainda que o avanço do desemprego no ano da crise se concentrou mais nas pessoas com escolaridade incompleta. Segundo o IBGE, a taxa de desemprego na população com ensino médio incompleto ou equivalente saltou de 13,9% para 15,4% de 2008 para 2009. Já a taxa de desocupação entre pessoas com ensino superior incompleto ou equivalente subiu de 8,1% para 9,7%, no mesmo período. Entre as sete faixas de instrução pesquisadas pelo instituto, a que apresentou crescimento mais fraco na taxa de desemprego foi a de pessoas com ensino superior completo, cuja taxa de desemprego ficou praticamente estável, de 3,6% para 3,7% no período.
O levantamento também mostrou que, em 2009, 43,1% da população ocupada no mercado de trabalho tinham pelo menos o ensino médio completo, contra 41,2% em 2008.
Mulheres são mais da metade dos desempregados
Ainda segundo o instituto, as mulheres representavam mais da metade da população desempregada em 2009, com 58,3% do total de 8,4 milhões de pessoas sem trabalho e procurando emprego.
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