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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Bolsas na Ásia em 08/11

TÓQUIO, 8 de novembro(Reuters) - As bolsas de valores asiáticas anularam os ganhos iniciais e a maioria fechou em baixa nesta terça-feira, com temores de que a disparada do custo de financiamento da Itália possa aprofundar a crise da zona do euro, enquanto a Grécia tinha dificuldade para encontrar um novo líder.


O índice MSCI das ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão caía 0,13 por cento, revertendo a alta de até 0,7 por cento registrada mais cedo. Em Tóquio, o índice Nikkei perdeu 1,27 por cento.

O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, enfrenta uma votação parlamentar crucial sobre finanças públicas, que pode afundar seu governo se houver um número suficiente de desertores em seu partido.

'O novo governo grego está dando algum otimismo, mas mais adiante, os mercados devem se focar na Itália, que é grande demais para falir, porém grande demais para ser resgatada', disse Ong Yiling, analista da Phillip Futures.

O volume de negócios foi baixo no geral, com cautela e ganhos apenas ligados a fatores locais.

As ações chinesas foram apoiadas neste pregão por esperanças de que haja um rali de fim de ano, com otimismo de que Pequim possa afrouxar a política monetária diante das pressões inflacionárias menores e do crescimento econômico em desaceleração.

O mercado ficou estável em Hong Kong e a bolsa de Taiwan recuou 0,27 por cento, enquanto o índice referencial de Xangai caiu 0,24 por cento.

O índice de Seul, impulsionado inicialmente pela LG Electronics, mudou de rumo para fechar em baixa de 0,83 por cento.

Cingapura avançou 0,64 por cento e Sydney fechou com valorização de 0,48 por cento.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

SOCORRO AO BANCO FRANCO-BELGA DEXIA


O conselho de administração do combalido banco franco-belga Dexia aprovou na manhã desta segunda-feira o plano de resgate negociado pelos governos da Bélgica, da França e de Luxemburgo, que inclui a venda da unidade belga por € 4 bilhões para o governo da Bélgica e uma garantia € 90 bilhões sobre seu financiamento pelos próximos dez anos.
Os três governos e o conselho do banco fecharam acordo sobre um plano de três partes, que inclui a nacionalização da unidade belga, o projeto de associar a unidade de finanças públicas locais do Dexia na França à instituição financeira estatal francesa Caisse des Depots et Consignations (CDC) e ao Banque Postale (braço bancário do serviço estatal de correios) e a venda da unidade de Luxemburgo a um grupo de investidores que inclui o governo de Luxemburgo, segundo um comunicado do conselho do Dexia.
Os três governos também concordaram em conceder ao Dexia um financiamento garantido de até € 90 bilhões. A Bélgica cobrirá 60,5% da garantia; a França, 36,5% e Luxemburgo, 3%.
"A concessão desta garantia de financiamento e a execução das três operações vão fortalecer a segurança dos depósitos, dar uma margem de manobra para o grupo Dexia em termos de liquidez e reduzir sua exposição", afirmou o primeiro-ministro da França, François Fillon, em um comunicado. Ele acrescentou que o plano de resgate do banco será enviado para a aprovação da Comissão Européia. As informações são da Dow Jones.

ITÁLIA NO SUFOCO


Roma, 10 out (EFE).- A Itália volta nesta terça-feira aos mercados da dívida para tentar emitir 7 bilhões de euros em bônus a um ano em um leilão, o primeiro desde a decisão das agências de classificação de risco Moody's e Fitch de diminuir a qualificação da dívida soberana do país.
O Tesouro italiano leiloará BOTs (Bônus Ordinários do Tesouro), cujo vencimento pode ser de três, seis ou 12 meses. A última emissão de bônus italianos aconteceu no dia 29 de setembro, quando o Tesouro do país leiloou bônus a 10 anos.
Nessa ocasião, a Itália se viu obrigada a pagar juros maiores por sua dívida e colocou títulos no valor de cerca de 8 bilhões de euros, abaixo do máximo de 9 bilhões que pretendia.
Por outro lado, a última emissão de bônus há um ano foi no dia 12 de setembro, quando Itália conseguiu colocar o máximo ofertado, ou seja, 7,5 bilhões, com juros de 4,153%.
O leilão de terça-feira acontecerá depois que tanto a Moody's como a Fitch expressaram na semana passada suas dúvidas sobre a solvência financeira da Itália e as perspectivas de crescimento de sua economia ao diminuir a nota da dívida soberana do país.
Estas revisões à queda da qualificação da Itália se somavam a da Standard & Poor's, que já tinha atuado nesse mesmo sentido no dia 19 de setembro. EFE

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

AINDA SOBRE A SELIC

Para a CNI, "o BC priorizou a sustentação da atividade econômica num momento de menor ímpeto da inflação". "Na visão da CNI, a redução de 0,50 ponto porcentual indica que o Banco Central iniciou um novo ciclo de flexibilização monetária, cuja magnitude irá depender dos desdobramentos da crise e de suas implicações na economia do país", diz o comunicado divulgado pela entidade.
A CNI destaca ainda que essa mudança na política monetária acontece ao mesmo tempo em que há disposição de uso mais intenso da política fiscal. "A recente elevação da meta de superávit primário indica, na ótica da CNI, que o excesso temporário de arrecadação sobre o previsto não será aplicado na elevação dos gastos públicos. Considera essa disposição uma mudança importante na política fiscal, que, na eclosão da crise, foi expansionista", continua a nota.
Essa nova postura no equilíbrio da utilização das políticas monetária e fiscal é uma necessidade, segundo a CNI, "pois torna possíveis reduzir os juros e manter a estabilidade econômica". Para a entidade, "esse novo mix de política é absolutamente necessário, mas exige maior esforço no controle dos gastos".
ACSP
Para o presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Rogério Amato, o Copom mostrou estar atento ao movimento de desaceleração da indústria nacional ao reduzir a taxa básica de juros. A entidade ressaltou ainda que espera que a autoridade monetária utilize também outros instrumentos para evitar um aprofundamento da desaceleração do ritmo de vários setores da economia nacional.
"A decisão do Copom mostra que o Banco Central está atento não apenas aos possíveis impactos negativos da crise internacional sobre a economia brasileira, como, também, em relação aos sinais de desaceleração muito rápida da produção industrial", afirmou. "Nós esperamos que o Banco Central utilize também outros instrumentos para evitar que a desaceleração observada nos vários setores se aprofunde", acrescentou.
Força Sindical
Já para o presidente da Força Sindical, o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, o corte na Selic foi "extremamente tímido" e "insuficiente". Na avaliação dele, a autoridade monetária acertou no "remédio", mas errou na "dose". "Com a medida, o governo federal aplica um antídoto contra o crescimento econômico", considerou, por meio de nota. "Infelizmente, está prevalecendo uma maléfica simpatia da equipe econômica pelo mercado especulativo", acrescentou.
O presidente afirmou também que a entidade entende que há espaço para uma redução "mais drástica" da taxa básica de juros, principalmente em face do ajuste fiscal anunciado nesta semana pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. "Vale sublinhar que o atual governo federal já subiu, em apenas seis meses, cinco vezes a taxa básica de juros, criando um cenário extremamente adverso à produção e à geração de emprego e renda", criticou. Ele garantiu ainda que a Força Sindical continuará a realizar protestos, uma vez que, segundo ela, diante das incertezas econômicas mundiais, o Banco Central continua atuando na contramão da produção.
"Mais uma vez o Banco Central, mostrando-se surdo aos apelos da classe trabalhadora, frustra os nossos anseios por uma sociedade mais justa e igualitária", conclui.

DILMA E A SELIC


BRASÍLIA - O Palácio do Planalto agiu diretamente para o Copom reduzir a Taxa Selic a 12% ao ano. Segundo interlocutores, a presidente Dilma Rousseff foi alertada de que não seria uma decisão unânime. Mas deixou claro sua posição favorável a uma redução imediata dos juros. A postura do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, foi elogiada.
Como antecipou O GLOBO na sexta-feira, o Planalto havia feito pressão interna pela redução dos juros. Internamente, a avaliação era de que o BC deveria ser ousado neste momento de cenário de recessão mundial. O movimento já era apoiado pelas principais autoridades da área econômica e por economistas com influência no Planalto, mas surpreendeu o mercado.
O aumento do superávit primário em R$ 10 bilhões era visto por ministros como forma explícita de pressão para a redução imediata dos juros. Na viagem que fez a Pernambuco terça-feira, Dilma confidenciou que o Brasil não poderia repetir o erro de 2008, quando o BC demorou três reuniões para baixar a Selic.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

REBAIXAMENTO DO RATING NOS EUA

RIO - As principais bolsas europeias caem nesta segunda-feira, no primeiro dia de reação desses mercados ao rebaixamento do rating do crédito soberano dos Estados Unidos. Mas não há clima de pânico apesar da turbulência. Em uma tentativa de frear os impactos da queda da confiança na recuperação americana, integrantes do G-7 (o grupo dos sete países mais industrializados) e do G-20 (que reúne as 20 principais economias) divulgaram em comunicados que fariam o necessário para garantir a estabilidade financeira. O Banco Central Europeu também iniciou compras de títulos da dívida de Itália e Espanha, segundo a agência Bloomberg, para conter o descrédito dos bônus desses países e acalmar os mercados, conforme tinha sido anunciado no fim de semana.


Mas o nervosismo ainda prevalece entre os investidores. Por volta das 9h02, o principal índice de ações da Europa que reúne os 50 papéis mais negociados do continente, o Euro Stoxx 50, caía 0,73% em Londres. Também por lá o FTSE 100, que reúne as 100 principais ações do Reino Unido, caía 1,56% no mesmo horário. As Bolsas de Paris e Frankfurt também declinavam, respectivamente, 1,59% e 2,15%. Os mercados de Madri e Milão tinham os melhores desempenhos. O IBEX 35, da Espanha, subia 0,47% e o FTSE MIB, da Itália, subia 0,27%. Na Bolsa de Atenas, o principal índice (Athex Composite Shre) caía 3,87%.

Os principais índices de ações da Ásia fecharam em queda nesta segunda-feira. O índice Nikkei 225 da Bolsa de Tóquio encerrou o pregão em baixa de 2,2%, com 9.097 pontos. Em Seul, o índice Kospi fechou o dia em 3,82%, seu nível mais baixo desde outubro de 2010. O índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu 2,18%, aos 20.490 pontos.

Reação do G-20 e do G-7

Integrantes do grupo das 20 principais nações industrializadas e em desenvolvimento (G-20) disseram estar preparados para agir de forma coordenada com o objetivo de estabilizar os mercados financeiros e proteger o crescimento econômico.

"Os ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais do G-20 tomarão as medidas necessárias para apoiar a estabilidade financeira, o crescimento e a liquidez de maneira coordenada", informou um relatório emitido nesta segunda-feira.

"Nos manteremos em contato estreito nas próximas semanas e iremos cooperar apropriadamente, preparados para tomar medidas para assegurar a estabilidade financeira e a liquidez nos mercados financeiros", indicou o texto.

O relatório tem o mesmo tom do comunicado divulgado no domingo pelo G-7 (grupo das economias mais industrializadas, que reúne EUA, Reino Unido, Alemanha, França, Canadá, Japão e Itália). Na nota, o G-7 se comprometeu a assegurar liquidez aos mercados e garantir a estabilidade e o crescimento da economia global.

"Os EUA adotaram reformas que trarão redução substancial do déficit a médio prazo", afirmou a nota, que não citou o rebaixamento do país. O G-7 ainda ressaltou os esforços dos países da zona do euro que enfrentam uma crise de endividamento para colocar suas finanças em ordem.

Nesta segunda-feira os mercados passarão por um autêntico teste de estresse, no primeiro dia de funcionamento após o rebaixamento, na noite de sexta-feira, da nota de crédito soberano dos Estados Unidos pela agência de classificação de risco Standard&Poor's (S&P), de "AAA" para "AA+".

Em comunicado, o G-7 se comprometeu a assegurar liquidez aos mercados e garantir a estabilidade e o crescimento da economia global.

"Os EUA adotaram reformas que trarão redução substancial do déficit a médio prazo", afirmou a nota, que não citou o rebaixamento do país. O G-7 ainda ressaltou os esforços dos países da zona do euro que enfrentam uma crise de endividamento para colocar suas finanças em ordem.

O ministro das Finanças japonês, Yoshihiko Noda, disse nesta segunda-feira (horário local) que a confiança do mercado no dólar e nos títulos do Tesouro dos Estados Unidos não foi abalada, indicando a disposição do Japão de manter suas reservas de bônus do governo americano.

Noda disse também que os ministros de Finanças do Grupo dos Sete (G-7) concordaram, durante teleconferência, que a excessiva volatilidade e os movimentos desordenados do câmbio não era uma situação desejada.

- Continuaremos monitorando cuidadosamente os movimentos dos mercados - afirmou. "Também confirmamos a posição do G-7 sobre as moedas", acrescentou.

As bolsas de todo o Oriente Médio caíram no domingo, primeiro pregão dos mercados locais após o rebaixamento histórico do rating do crédito soberano dos EUA. Mercados da região operam principalmente de domingo a quinta-feira. Por isso, foram os primeiros a reagir à decisão da agência de classificação Standard & Poor de reduzir a nota do crédito dos EUA em um ponto

O ouro atingiu o recorde de US$ 1.670,70 a onça-troy (31,1g) na negociação eletrônica da Comex, em Nova York. Depois recuou a US$ 1.687,20, alta de 2,14%. Em nota, o banco UBS afirmou que o ouro pode atingir US$ 1.725 a curto prazo. Já o dólar chegou a cair 2,5% em relação ao franco suíço em Tóquio. A queda desacelerou depois a 1%, a 0,7597 franco. O euro, após subir 1%, avançava 0,3%, a US$ 1,4326.

BCE comprará títulos de Itália e Espanha

O conselho do Banco Central Europeu (BCE) se reuniu neste domingo de forma extraordinária, através de uma teleconferência, para analisar a crise da dívida. Durante a reunião foi indicada a compra de títulos da dívida do governo italiano, para deter a crise na zona do euro. O presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, busca uma definição de políticas para decidir sobre a compra de títulos italianos, após o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, ter anunciado novas medidas na sexta-feira para acelerar a redução do déficit e acelerar as reformas econômicas.

O BCE, segundo fontes, também se prepara para comprar títulos da dívida da Espanha, para tentar ajudar os dois países. Na semana passada, o BCE fez o mesmo com papéis da Irlanda e de Portugal. A Espanha é outro país que passa pela crise, com alto índice de desemprego e endividamento público, aliado ao fraco crescimento econômico. Analistas temem que Itália e Espanha sigam o caminho de Grécia, Irlanda e Portugal, que precisaram de pacotes de ajuda externa para salvarem suas economias.

Em uma declaração conjunta neste domingo, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, Nicolas Sarkozy, ressaltaram seu compromisso de "implementar plenamente" as decisões tomadas por uma cúpula europeia no mês passado que expandiu os poderes do Fundo de Resgate da Zona do Euro. Ficou aprovada na ocasião a permissão para que o Fundo de Resgate compre títulos de dívidas dos países em dificuldades nos mercados secundários.

Os líderes destacaram que as medidas que dinamizam o Fundo de Resgate da Zona do Euro terão "aprovação parlamentar obtida rapidamente até o final de setembro" na França e na Alemanha.

Merkel e Sarkozy saudaram os planos da Itália e da Espanha e disseram que a promessa do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, de equilibrar seu orçamento um ano antes da proposta anterior "é de fundamental importância".

Mas a situação dos EUA ainda pode se agravar. Em entrevista à rede de televisão ABC, o diretor-gerente da S&P, John Chambers, afirmou que há uma chance em três de um novo rebaixamento, em um período de seis meses a dois anos.

- Se a posição fiscal dos EUA se deteriorar mais ou se a disputa política se tornar mais arraigada, isso pode levar a um rebaixamento. A perspectiva indica pelo menos uma chance em três - disse Chambers, acrescentando que os EUA levarão algum tempo para recuperar a nota "AAA". - Exigiria uma estabilização da dívida e maior habilidade para obter consenso em Washington do que vemos hoje.

Kerry: Rebaixamento é do Tea Party

O ex-presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) Alan Greenspan disse ontem à rede de televisão NBC que as quedas dos mercados - que semana passada registraram as maiores perdas desde 2008 - devem continuar por algum tempo.

Assessores do governo Barack Obama montaram uma ofensiva na mídia como reação à decisão da S&P, com a clara intenção de desacreditar a agência. O diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Gene Sperling, condenou a "magnitude do erro" da agência, referindo-se a uma diferença US$ 2 trilhões apontada por técnicos do Tesouro no cálculo da S&P sobre o índice da dívida em relação ao Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos por um país) americano.

O ex-secretário do Tesouro e ex-assessor econômico da Casa Branca Larry Summers endossou as críticas:

- O histórico da S&P é terrível e, como vimos neste fim de semana, sua aritmética está pior. Então, não há nada de bom a dizer sobre o que eles fizeram.

Austan Goolsbee, que na sexta-feira deixou a direção do Conselho de Consultores Econômicos da Casa Branca, acusou a S&P de "cálculo desleixado".

- As agências de rating que não fizeram um erro matemático de US$ 2 trilhões reafirmaram o status "AAA" (dos EUA) - afirmou Goolsbee em entrevista ao programa de TV "Meet the Press", da rede NBC.