sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Bolsas na Ásia em 08/11
TÓQUIO, 8 de novembro(Reuters) - As bolsas de valores asiáticas anularam os ganhos iniciais e a maioria fechou em baixa nesta terça-feira, com temores de que a disparada do custo de financiamento da Itália possa aprofundar a crise da zona do euro, enquanto a Grécia tinha dificuldade para encontrar um novo líder.
O índice MSCI das ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão caía 0,13 por cento, revertendo a alta de até 0,7 por cento registrada mais cedo. Em Tóquio, o índice Nikkei perdeu 1,27 por cento.
O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, enfrenta uma votação parlamentar crucial sobre finanças públicas, que pode afundar seu governo se houver um número suficiente de desertores em seu partido.
'O novo governo grego está dando algum otimismo, mas mais adiante, os mercados devem se focar na Itália, que é grande demais para falir, porém grande demais para ser resgatada', disse Ong Yiling, analista da Phillip Futures.
O volume de negócios foi baixo no geral, com cautela e ganhos apenas ligados a fatores locais.
As ações chinesas foram apoiadas neste pregão por esperanças de que haja um rali de fim de ano, com otimismo de que Pequim possa afrouxar a política monetária diante das pressões inflacionárias menores e do crescimento econômico em desaceleração.
O mercado ficou estável em Hong Kong e a bolsa de Taiwan recuou 0,27 por cento, enquanto o índice referencial de Xangai caiu 0,24 por cento.
O índice de Seul, impulsionado inicialmente pela LG Electronics, mudou de rumo para fechar em baixa de 0,83 por cento.
Cingapura avançou 0,64 por cento e Sydney fechou com valorização de 0,48 por cento.
O índice MSCI das ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão caía 0,13 por cento, revertendo a alta de até 0,7 por cento registrada mais cedo. Em Tóquio, o índice Nikkei perdeu 1,27 por cento.
O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, enfrenta uma votação parlamentar crucial sobre finanças públicas, que pode afundar seu governo se houver um número suficiente de desertores em seu partido.
'O novo governo grego está dando algum otimismo, mas mais adiante, os mercados devem se focar na Itália, que é grande demais para falir, porém grande demais para ser resgatada', disse Ong Yiling, analista da Phillip Futures.
O volume de negócios foi baixo no geral, com cautela e ganhos apenas ligados a fatores locais.
As ações chinesas foram apoiadas neste pregão por esperanças de que haja um rali de fim de ano, com otimismo de que Pequim possa afrouxar a política monetária diante das pressões inflacionárias menores e do crescimento econômico em desaceleração.
O mercado ficou estável em Hong Kong e a bolsa de Taiwan recuou 0,27 por cento, enquanto o índice referencial de Xangai caiu 0,24 por cento.
O índice de Seul, impulsionado inicialmente pela LG Electronics, mudou de rumo para fechar em baixa de 0,83 por cento.
Cingapura avançou 0,64 por cento e Sydney fechou com valorização de 0,48 por cento.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
SOCORRO AO BANCO FRANCO-BELGA DEXIA
O conselho de administração do combalido banco franco-belga Dexia aprovou na manhã desta segunda-feira o plano de resgate negociado pelos governos da Bélgica, da França e de Luxemburgo, que inclui a venda da unidade belga por € 4 bilhões para o governo da Bélgica e uma garantia € 90 bilhões sobre seu financiamento pelos próximos dez anos.
Os três governos e o conselho do banco fecharam acordo sobre um plano de três partes, que inclui a nacionalização da unidade belga, o projeto de associar a unidade de finanças públicas locais do Dexia na França à instituição financeira estatal francesa Caisse des Depots et Consignations (CDC) e ao Banque Postale (braço bancário do serviço estatal de correios) e a venda da unidade de Luxemburgo a um grupo de investidores que inclui o governo de Luxemburgo, segundo um comunicado do conselho do Dexia.
Os três governos também concordaram em conceder ao Dexia um financiamento garantido de até € 90 bilhões. A Bélgica cobrirá 60,5% da garantia; a França, 36,5% e Luxemburgo, 3%.
"A concessão desta garantia de financiamento e a execução das três operações vão fortalecer a segurança dos depósitos, dar uma margem de manobra para o grupo Dexia em termos de liquidez e reduzir sua exposição", afirmou o primeiro-ministro da França, François Fillon, em um comunicado. Ele acrescentou que o plano de resgate do banco será enviado para a aprovação da Comissão Européia. As informações são da Dow Jones.
ITÁLIA NO SUFOCO
Roma, 10 out (EFE).- A Itália volta nesta terça-feira aos mercados da dívida para tentar emitir 7 bilhões de euros em bônus a um ano em um leilão, o primeiro desde a decisão das agências de classificação de risco Moody's e Fitch de diminuir a qualificação da dívida soberana do país.
O Tesouro italiano leiloará BOTs (Bônus Ordinários do Tesouro), cujo vencimento pode ser de três, seis ou 12 meses. A última emissão de bônus italianos aconteceu no dia 29 de setembro, quando o Tesouro do país leiloou bônus a 10 anos.
Nessa ocasião, a Itália se viu obrigada a pagar juros maiores por sua dívida e colocou títulos no valor de cerca de 8 bilhões de euros, abaixo do máximo de 9 bilhões que pretendia.
Por outro lado, a última emissão de bônus há um ano foi no dia 12 de setembro, quando Itália conseguiu colocar o máximo ofertado, ou seja, 7,5 bilhões, com juros de 4,153%.
O leilão de terça-feira acontecerá depois que tanto a Moody's como a Fitch expressaram na semana passada suas dúvidas sobre a solvência financeira da Itália e as perspectivas de crescimento de sua economia ao diminuir a nota da dívida soberana do país.
Estas revisões à queda da qualificação da Itália se somavam a da Standard & Poor's, que já tinha atuado nesse mesmo sentido no dia 19 de setembro. EFEquinta-feira, 1 de setembro de 2011
AINDA SOBRE A SELIC
Para a CNI, "o BC priorizou a sustentação da atividade econômica num momento de menor ímpeto da inflação". "Na visão da CNI, a redução de 0,50 ponto porcentual indica que o Banco Central iniciou um novo ciclo de flexibilização monetária, cuja magnitude irá depender dos desdobramentos da crise e de suas implicações na economia do país", diz o comunicado divulgado pela entidade.
A CNI destaca ainda que essa mudança na política monetária acontece ao mesmo tempo em que há disposição de uso mais intenso da política fiscal. "A recente elevação da meta de superávit primário indica, na ótica da CNI, que o excesso temporário de arrecadação sobre o previsto não será aplicado na elevação dos gastos públicos. Considera essa disposição uma mudança importante na política fiscal, que, na eclosão da crise, foi expansionista", continua a nota.
Essa nova postura no equilíbrio da utilização das políticas monetária e fiscal é uma necessidade, segundo a CNI, "pois torna possíveis reduzir os juros e manter a estabilidade econômica". Para a entidade, "esse novo mix de política é absolutamente necessário, mas exige maior esforço no controle dos gastos".
ACSP
Para o presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Rogério Amato, o Copom mostrou estar atento ao movimento de desaceleração da indústria nacional ao reduzir a taxa básica de juros. A entidade ressaltou ainda que espera que a autoridade monetária utilize também outros instrumentos para evitar um aprofundamento da desaceleração do ritmo de vários setores da economia nacional.
"A decisão do Copom mostra que o Banco Central está atento não apenas aos possíveis impactos negativos da crise internacional sobre a economia brasileira, como, também, em relação aos sinais de desaceleração muito rápida da produção industrial", afirmou. "Nós esperamos que o Banco Central utilize também outros instrumentos para evitar que a desaceleração observada nos vários setores se aprofunde", acrescentou.
Força Sindical
Já para o presidente da Força Sindical, o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, o corte na Selic foi "extremamente tímido" e "insuficiente". Na avaliação dele, a autoridade monetária acertou no "remédio", mas errou na "dose". "Com a medida, o governo federal aplica um antídoto contra o crescimento econômico", considerou, por meio de nota. "Infelizmente, está prevalecendo uma maléfica simpatia da equipe econômica pelo mercado especulativo", acrescentou.
O presidente afirmou também que a entidade entende que há espaço para uma redução "mais drástica" da taxa básica de juros, principalmente em face do ajuste fiscal anunciado nesta semana pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. "Vale sublinhar que o atual governo federal já subiu, em apenas seis meses, cinco vezes a taxa básica de juros, criando um cenário extremamente adverso à produção e à geração de emprego e renda", criticou. Ele garantiu ainda que a Força Sindical continuará a realizar protestos, uma vez que, segundo ela, diante das incertezas econômicas mundiais, o Banco Central continua atuando na contramão da produção.
"Mais uma vez o Banco Central, mostrando-se surdo aos apelos da classe trabalhadora, frustra os nossos anseios por uma sociedade mais justa e igualitária", conclui.
A CNI destaca ainda que essa mudança na política monetária acontece ao mesmo tempo em que há disposição de uso mais intenso da política fiscal. "A recente elevação da meta de superávit primário indica, na ótica da CNI, que o excesso temporário de arrecadação sobre o previsto não será aplicado na elevação dos gastos públicos. Considera essa disposição uma mudança importante na política fiscal, que, na eclosão da crise, foi expansionista", continua a nota.
Essa nova postura no equilíbrio da utilização das políticas monetária e fiscal é uma necessidade, segundo a CNI, "pois torna possíveis reduzir os juros e manter a estabilidade econômica". Para a entidade, "esse novo mix de política é absolutamente necessário, mas exige maior esforço no controle dos gastos".
ACSP
Para o presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Rogério Amato, o Copom mostrou estar atento ao movimento de desaceleração da indústria nacional ao reduzir a taxa básica de juros. A entidade ressaltou ainda que espera que a autoridade monetária utilize também outros instrumentos para evitar um aprofundamento da desaceleração do ritmo de vários setores da economia nacional.
"A decisão do Copom mostra que o Banco Central está atento não apenas aos possíveis impactos negativos da crise internacional sobre a economia brasileira, como, também, em relação aos sinais de desaceleração muito rápida da produção industrial", afirmou. "Nós esperamos que o Banco Central utilize também outros instrumentos para evitar que a desaceleração observada nos vários setores se aprofunde", acrescentou.
Força Sindical
Já para o presidente da Força Sindical, o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, o corte na Selic foi "extremamente tímido" e "insuficiente". Na avaliação dele, a autoridade monetária acertou no "remédio", mas errou na "dose". "Com a medida, o governo federal aplica um antídoto contra o crescimento econômico", considerou, por meio de nota. "Infelizmente, está prevalecendo uma maléfica simpatia da equipe econômica pelo mercado especulativo", acrescentou.
O presidente afirmou também que a entidade entende que há espaço para uma redução "mais drástica" da taxa básica de juros, principalmente em face do ajuste fiscal anunciado nesta semana pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. "Vale sublinhar que o atual governo federal já subiu, em apenas seis meses, cinco vezes a taxa básica de juros, criando um cenário extremamente adverso à produção e à geração de emprego e renda", criticou. Ele garantiu ainda que a Força Sindical continuará a realizar protestos, uma vez que, segundo ela, diante das incertezas econômicas mundiais, o Banco Central continua atuando na contramão da produção.
"Mais uma vez o Banco Central, mostrando-se surdo aos apelos da classe trabalhadora, frustra os nossos anseios por uma sociedade mais justa e igualitária", conclui.
DILMA E A SELIC
BRASÍLIA - O Palácio do Planalto agiu diretamente para o Copom reduzir a Taxa Selic a 12% ao ano. Segundo interlocutores, a presidente Dilma Rousseff foi alertada de que não seria uma decisão unânime. Mas deixou claro sua posição favorável a uma redução imediata dos juros. A postura do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, foi elogiada.
Como antecipou O GLOBO na sexta-feira, o Planalto havia feito pressão interna pela redução dos juros. Internamente, a avaliação era de que o BC deveria ser ousado neste momento de cenário de recessão mundial. O movimento já era apoiado pelas principais autoridades da área econômica e por economistas com influência no Planalto, mas surpreendeu o mercado.
O aumento do superávit primário em R$ 10 bilhões era visto por ministros como forma explícita de pressão para a redução imediata dos juros. Na viagem que fez a Pernambuco terça-feira, Dilma confidenciou que o Brasil não poderia repetir o erro de 2008, quando o BC demorou três reuniões para baixar a Selic.
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