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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Previsões do BC e do Mercado


SÃO PAULO, 2 Abr (Reuters) - O mercado financeiro reduziu suas previsões para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano e no próximo, mostrou o relatório Focus do Banco Central, nesta segunda-feira. O mercado estima que a economia vai crescer 3,20 por cento neste ano e 4,20 por cento no próximo, ante 3,23 por cento e 4,29 por cento, respectivamente, no relatório da semana passada.
A previsão para o corte da taxa Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central em 17 e 18 de abril manteve-se em 0,75 ponto percentual, para 9,00 por cento ao ano em 2012.
As projeções para a inflação pouco mudaram em relação ao relatório anterior. A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano recuou para 5,27 por cento, ante 5,28 por cento no relatório da semana passada. A meta oficial de inflação é de 4,5 por cento, com margem de tolerância de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Para 2013, a estimativa do mercado mantém-se em 5,50 por cento. Para o IPCA em 12 meses, as projeções do relatório Focus apontam alta de 5,40 por cento, ante 5,41 por cento na semana passada.
Em seu Relatório Trimestral de Inflação, divulgado na última quinta-feira, o Banco Central prevê que a inflação ficará em 4,4 por cento neste ano e em 5,2 por cento no ano que vem. No relatório anterior, de dezembro passado, as estimativas tanto para este quanto para o ano que vem estavam em 4,7 por cento.
A divergência entre as duas projeções do BC para a inflação reforçou a visão de analistas do mercado financeiro de que a autoridade monetária será obrigada a elevar em 2013 a taxa básica de juros para conter pressões de preços.
Os analistas preveem que a Selic terminará 2012 em 9,00 por cento e voltará a subir 0,25 ponto percentual em março, abril, maio e junho de 2013, quando retornará ao patamar de dois dígitos para encerrar o próximo ano em 10 por cento.
A taxa de câmbio prevista no relatório Focus para o fim de 2012 é de 1,77 real por dólar, ante 1,76 real por dólar na semana passada. Na sexta-feira, o dólar fechou a 1,8262 real para venda, em queda de 0,05 por cento.
ESTÍMULOS
No Relatório Trimestral de Inflação, o BC reconheceu que o Brasil está crescendo abaixo do seu potencial. O cenário central projetado pela autoridade monetária "contempla ritmo moderado da atividade econômica doméstica no curto prazo, com tendência de aceleração ao longo deste ano". No ano passado, o PIB cresceu 2,7 por cento, muito aquém dos 7,50 por cento vistos em 2010.
O governo tem prometido estimular a atividade econômica, a fim de obter uma expansão na casa dos 4 por cento neste ano. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, deve anunciar nesta terça-feira mais um pacote de medidas para beneficiar o setor industrial, cujo desempenho frustrante vem freando o crescimento da economia.

terça-feira, 3 de abril de 2012

PACOTES DE MEDIDAS PARA A INDÚSTRIA


Oito meses após o lançamento da política industrial e de comércio exterior da presidente Dilma Rousseff, o governo anuncia hoje mais um pacote de medidas para estimular a indústria brasileira que passa por uma crise de competitividade em função da forte concorrência internacional e da taxa de câmbio valorizada.
As ações estão focadas no barateamento dos empréstimos, sobretudo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e na redução pontual de tributos a setores mais atingidos pela crise. Desde o lançamento do último pacote em agosto de 2011, batizado de Plano Brasil Maior, a situação da indústria só piorou. E agora a ameaça da desindustrialização já é realidade em alguns setores.
Esse cenário forçou o governo a reagir rapidamente, para não deixar o crescimento da economia ser mais afetado. Porém, as medidas foram preparadas usando o mesmo remédio adotado no auge da crise de 2009 e no lançamento do Brasil Maior, que não deslanchou. A desoneração tributária de setores da indústria mais afetados pelos câmbio valorizado e a redução do custo dos financiamentos para estimular o crédito dão o tom das ações.
A data escolhida para anunciar as medidas é simbólica. Hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o resultado da produção industrial em fevereiro. As projeções mostram que o desempenho do setor continua fraco.
Toque de caixa. O senso de urgência levou o governo a fechar as medidas a toque de caixa. Até o início da noite de ontem, os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, ainda fechavam com a presidente Dilma as medidas que seriam incluídas no pacote. Durante todo o dia, representantes do setor automotivo tiveram reuniões com integrantes da equipe econômica para entender o novo regime do setor. Uma fonte deixou o último encontro com a informação de que a medida estaria no pacote.
Do lado do crédito, o governo promete um 'choque' no custo dos empréstimos para novos investimentos e capital de giro, graças ao subsídio do Tesouro. Algumas taxas do BNDES ficarão mais baratas do que no auge da crise global, até mesmo com juros negativos (abaixo da inflação do período). Segundo antecipou o Estado, o Tesouro terá custo de R$ 6,4 bilhões ao permitir que o BNDES eleve em R$ 18 bilhões os recursos que serão emprestados a juros subsidiados.
A presidente Dilma também anunciará a desoneração da folha de pagamento para setores da indústria afetados pelo câmbio. Em troca, pagarão uma contribuição sobre o faturamento bruto. A medida desonera as exportações, já que uma lei retirou do cálculo do faturamento as receitas com vendas externas. Para onerar as importações dos mesmos setores, o governo também deve elevar a Cofins, seguindo o mesmo modelo do projeto-piloto adotado no Brasil Maior para três setores.
O governo também quer deslanchar os investimentos anunciados pelo setor automotivo que não foram iniciados. Por isso, a expectativa é que, entre as medidas a serem anunciadas, estejam as regras de estímulo para a instalação de novas empresas no Brasil e para aquelas já instaladas que queiram ampliar ou abrir novas unidades no País.
Também se espera, como antecipou Pimentel, que sejam divulgadas as regras de redução do IPI para as montadoras já instaladas no Brasil, de acordo com o nível de conteúdo local e investimento em inovação.
O pacote vai incluir também a desoneração dos investimentos em redes de comunicação. A desoneração será de R$ 6 bilhões nos próximos cinco anos e o governo exigirá contrapartida das empresas beneficiadas. Para ter direito à desoneração, as empresas terão de construir redes em áreas menos desenvolvidas.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Notícias da Crise na Europa


Líderes da zona do euro informam plano de convocar quarta-feira para decidir se quer dar à Grécia o resgate. Grécia ainda tem de chegar a um adicional de US $ 432 milhões em cortes de gastos por esse prazo.
Votação de segunda-feira foi a última batalha em uma batalha com mais de dois anos, a Grécia tem lutado com a dívida incapacitante e a dor social , enquanto a Europa foi dividida entre o medo das consequências do padrão grego e raiva que os líderes de lá muitas vezes não fazer jus às suas promessas.
"Há muito poucos tais momentos na história de uma nação", disse o ministro grego das Finanças Evangelos Venizelos, abordando Parlamento antes da votação. "Nosso país tem um problema agudo de sobrevivência."
As novas exigências levaram a algumas das piores lutas, tanto fisicamente e politicamente, da crise. Antes da votação, o menor membro da coalizão de três partidos que governou a Grécia desde novembro anunciou que não iria apoiar as medidas de austeridade, e seis ministros renunciaram do gabinete. Os líderes dos dois restantes partidos da coalizão, o direitista Partido da Nova Democracia eo PASOK socialista, ameaçou seus membros com a expulsão se não votar para aprovar os cortes.
Sem um resgate - o segundo em dois anos - a Grécia não será capaz de fazer um pagamento de dívida de US $ 19 bilhões em 20 de março
Um calote grego poderia também ter consequências duras para o sistema financeiro mundial, levando potencialmente a um congelamento de crédito que poderia jogar outros países fora da zona do Euro.
"O grande dia está cada vez mais perdendo o seu horror", Philipp Roesler, ministro da economia alemão e vice-reitor, disse à televisão ARD, no domingo, referindo-se a possibilidade de que a Grécia poderia sair da zona do euro.