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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Emprego em economias desenvolvidas não se recuperou

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BC do Japão adota a mais ousada ação para levantar a economia

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Prévia da confiança da indústria tem leve alta de 0,2% em janeiro--FGV

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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Comentários do Delfim Neto

19/09/2012 - 03h30
Confiança

O Estado e os mercados são instituições que precisam ser coordenadas para atingir o melhor nível de eficiência possível e para que os frutos econômicos produzidos sejam distribuídos da forma mais equânime. É isso que acelera, no longo prazo, o crescimento material com a inclusão social.

É preciso, portanto, cuidadosa calibragem entre as políticas econômica e social do governo e o crescimento do setor privado. Este depende de sua capacidade e disposição de financiar seus novos investimentos com o produto de sua taxa de retorno e sua capacidade de endividar-se.

Diante dessas circunstâncias, deveria saltar aos olhos o absurdo das seguintes proposições: 1) "crescer pelo consumo", uma vez que, sem novos investimentos, a tendência daquele é diminuir, e 2) "crescer pelo investimento", uma vez que, sem consumo, ele tende a desaparecer.

No prazo médio (a cada quatro anos), quem arbitra a expectativa de quanto se vai tentar aumentar o consumo e de quanto se vai aumentar o investimento é a própria sociedade, por meio do sufrágio universal. É na urna que se explicita se a sociedade quer crescimento mais rápido e, consequentemente, inserção social menos rápida, ou vice-versa, se prefere inserção mais rápida à custa de um crescimento menos rápido.

O que os economistas podem e devem fazer, porque a economia é uma ciência "moral", é mostrar quais os resultados de uma escolha inteligente e aceitável para o crescimento econômico (aumento do PIB) e para o crescimento social (aumento da inserção), uma vez que não há elemento objetivo para uma escolha "ótima" das duas variáveis.

O que torna o processo mais harmônico (crescimento + inserção) é o estabelecimento de um ambiente de confiança entre o poder incumbente eventual e os agentes do mercado. O que se chama de "ambiente de negócios" é o nível da desconfiança mútua entre o poder incumbente e os agentes econômicos do setor privado criada pelo excesso de controle burocrático e dos agentes econômicos em relação ao poder incumbente, que não hesita em mudar as "regras do jogo" quando ele já está em andamento.

Não há dúvida de que, desde a Constituição de 1988, temos avançado na construção daquela "confiança", mas ainda estamos longe de tê-la em nível adequado. O ponto curioso é que os investidores estrangeiros parecem ter maior confiança no governo do que os nacionais.

A prova disso foi a última colocação dos títulos do Tesouro Nacional no mercado internacional com uma taxa de risco inferior a cem pontos em relação aos papéis americanos de mesmo prazo, ajudada, é verdade, pela excepcional liquidez mundial.

ANTONIO DELFIM NETTO escreve às quartas-feiras nest

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Intervenção do BACEN


SÃO PAULO, 14 Set (Reuters) - O Banco Central decretou nesta sexta-feira a liquidação do banco Cruzeiro do Sul, depois que negociações para a venda da instituição que estava sob intervenção desde o início de junho fracassaram na véspera.
O BC também decidiu pela liquidação do banco Prosper, que teve proposta de mudança de controle para o Cruzeiro do Sul rejeitada pela autoridade monetária.
As negociações com as ações do Cruzeiro do Sul foram suspensas na Bovespa nesta sexta-feira, depois que os papéis fecharam na véspera com alta de 24,5 por cento, acumulando valorização nas últimas três sessões de 55,6 por cento.
O Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que estava cuidando do plano de recuperação do Cruzeiro do Sul após a intervenção, informou que "não obteve êxito na alienação do controle" da instituição, apesar de ter conseguido aceitação de 90 por cento dos credores a uma recompra de dívidas do banco com desconto de cerca de 50 por cento.
O plano de recuperação do Cruzeiro do Sul, que tinha patrimônio negativo em 2,237 bilhões de reais até a intervenção ocorrida em 4 de junho, previa, além da reestruturação da dívida, a venda da instituição.