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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Uma contradição do nosso crescimento

O que fazer com o evidente crescimento econômico que o Brasil projeta e que vem se confirmando. Expectativas de taxas de crescimento oscilantes entre 7,5 a 9,5 %. Um crescimento fortemente impulsionado pelo consumo das famílias, densamente ancorado na expansiva oferta de crédito, um crédito caro financiado por juros extorsivos, absurdos, aviltantes, cujo um dos objetivos é o de desestimular a expansão desse consumo que, segundo uma corrente dos economistas, pode desencadear um novo e nocivo ciclo inflacionário.

Parece um tanto quanto contraditório - crescer e não poder crescer e não poder viabilizar tal crescimento pela via do consumo que estimula a produção e a geração de emprego e renda. O que ocorre? Onde está a verdadeira raiz do problema? Estaria, por acaso numa demanda historicamente reprimida e agora estimulada por uma bolha de crédito farto, caro e inadimplente, ou no próprio modelo de consumo e produção global. Onde estaria?

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

FIQUE ALERTA: A felicidade é uma obrigação de mercado

FIQUE ALERTA: A felicidade é uma obrigação de mercado: "Artigo no Fique Alerta –www.fiquealerta.net Por Arnaldo Jabor Desculpem a autorreferência, que é vitupério - mas, estou terminando meu fil..."

FIQUE ALERTA: A comunicação convergente e os mitos da nova tecno...

FIQUE ALERTA: A comunicação convergente e os mitos da nova tecno...: "Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net Por Gustavo Schor Redes sociais não existem. Ou, melhor, existem desde sempre. Pelo menos des..."

FIQUE ALERTA: A felicidade é uma obrigação de mercado

FIQUE ALERTA: A felicidade é uma obrigação de mercado: "Artigo no Fique Alerta –www.fiquealerta.net Por Arnaldo Jabor Desculpem a autorreferência, que é vitupério - mas, estou terminando meu fil..."

domingo, 7 de março de 2010

Velhas questões para a nova ordem global.

O que produzir? Como produzir? Para quem produzir?  Que dizer diante das velhas questões centrais da economia?

A sociedade planetária que emerge em meio a economia cada vez mais globalizada se mostra cada vez mais fragilizada, insegura e, no mínimo confusa perante os desafios, as tarefas, as responsabilidades e consequencias que as repostas as tais  questões impõe. O aparentemente triunfante capitalismo global segue sua inexorável trajetória, produzindo num ritmo alucinante muito mais mercadorias, freneticamente produzindo muito mais necessidades que as próprias necessidades já satisfeitas. 

Sabemos que além das nossas elementares necessidades, como alimentar-se, vestir-se, abrigar-se, desenvolvemos necessidades mais complexas decorrentes das nossas relações sociais de produção, essas relações são tão mais complexas e sofisticadas quanto mais complexas e ricas sejam essas sociedades.

Consumir é um ato, sobretudo, cultural e historicamente o mercado insere uma estreita relação com essa variável. Nessa relação também se engendra o modelo de mercado que se quer, principalmente quando as tecnologias da informação e da comunicação são habilmente utilizadas para o desenvolvimento desse mercado. Por sua vez, o modelo de consumo forjado e imposto pelo mercado global, demonstra uma irracional incompatibilidade com os mecanismos de equílibrio planetário, equilíbrio este que é fundamentalmente dependente do equilíbrio social. Podemos então questionar se estará a economia global no modelo até aquí proposto ou imposto, preparado para dar as repostas que uma África, por exemplo, precisa? Quem de fato é mais eficiente e preparado para esses questionamentos, as empresas globais, o mercado global ou os Estados Nacionais?

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Rolo Compressor Cultural

Na economia global,via de regra, leva mais vantagens a nação ou região que consegue difundir sua  cultura, ou melhor exportar sua cultura, se possível, impregnar os demais povos com sua cultura, até mesmo anular a cultura já existente e susbstitui-la pela cultura do dominante. Isso fica evidente na história da humanidade, sempre foi assim, o dominador impõe as regras, os costumes, o modo de ser, etc. 

A tecnologia das comunicações e a revolução midiática estão contribuindo incisivamente para a submissão cultural de alguns povos e, se não para a perda da identidade cultural, certamente para a contaminação cultural desses povos integrados a dominação dos globalizadores.

Aqui no Brasil, assistimos passivamente ao esmagamento cultural imposto pela região sudestina as demais regiões. Vejam o exemplo das novelas da Rede Globo de Televisão. Percebam a sucessão de novelas que trazem como pano de fundo e cenário básico principalmente o Rio de Janeiro e São Paulo. É como se o Brasil fosse apenas Copacabana e a Av. Paulista. Já é fácil perceber os jovens nordestinos desenvolvendo o jeito e modo sudestino de falar, se expressar, suas gírias, etc. Por sua vez, a grande nação brasileira, continua a se americanalhar cada vez mais.