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domingo, 7 de março de 2010

Velhas questões para a nova ordem global.

O que produzir? Como produzir? Para quem produzir?  Que dizer diante das velhas questões centrais da economia?

A sociedade planetária que emerge em meio a economia cada vez mais globalizada se mostra cada vez mais fragilizada, insegura e, no mínimo confusa perante os desafios, as tarefas, as responsabilidades e consequencias que as repostas as tais  questões impõe. O aparentemente triunfante capitalismo global segue sua inexorável trajetória, produzindo num ritmo alucinante muito mais mercadorias, freneticamente produzindo muito mais necessidades que as próprias necessidades já satisfeitas. 

Sabemos que além das nossas elementares necessidades, como alimentar-se, vestir-se, abrigar-se, desenvolvemos necessidades mais complexas decorrentes das nossas relações sociais de produção, essas relações são tão mais complexas e sofisticadas quanto mais complexas e ricas sejam essas sociedades.

Consumir é um ato, sobretudo, cultural e historicamente o mercado insere uma estreita relação com essa variável. Nessa relação também se engendra o modelo de mercado que se quer, principalmente quando as tecnologias da informação e da comunicação são habilmente utilizadas para o desenvolvimento desse mercado. Por sua vez, o modelo de consumo forjado e imposto pelo mercado global, demonstra uma irracional incompatibilidade com os mecanismos de equílibrio planetário, equilíbrio este que é fundamentalmente dependente do equilíbrio social. Podemos então questionar se estará a economia global no modelo até aquí proposto ou imposto, preparado para dar as repostas que uma África, por exemplo, precisa? Quem de fato é mais eficiente e preparado para esses questionamentos, as empresas globais, o mercado global ou os Estados Nacionais?

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Rolo Compressor Cultural

Na economia global,via de regra, leva mais vantagens a nação ou região que consegue difundir sua  cultura, ou melhor exportar sua cultura, se possível, impregnar os demais povos com sua cultura, até mesmo anular a cultura já existente e susbstitui-la pela cultura do dominante. Isso fica evidente na história da humanidade, sempre foi assim, o dominador impõe as regras, os costumes, o modo de ser, etc. 

A tecnologia das comunicações e a revolução midiática estão contribuindo incisivamente para a submissão cultural de alguns povos e, se não para a perda da identidade cultural, certamente para a contaminação cultural desses povos integrados a dominação dos globalizadores.

Aqui no Brasil, assistimos passivamente ao esmagamento cultural imposto pela região sudestina as demais regiões. Vejam o exemplo das novelas da Rede Globo de Televisão. Percebam a sucessão de novelas que trazem como pano de fundo e cenário básico principalmente o Rio de Janeiro e São Paulo. É como se o Brasil fosse apenas Copacabana e a Av. Paulista. Já é fácil perceber os jovens nordestinos desenvolvendo o jeito e modo sudestino de falar, se expressar, suas gírias, etc. Por sua vez, a grande nação brasileira, continua a se americanalhar cada vez mais.

domingo, 11 de outubro de 2009

Espécies de água doce são as mais ameaçadas de extinção


Dom, 11 Out, 16h42

Por Alister Doyle, Correspondente de Meio Ambiente

OSLO (Reuters) - Animais e plantas vivendo em rios e lagos são os mais ameaçados da Terra, devido ao colapso de ecossistemas, afirmaram cientistas no domingo.

Eles pediram a criação de uma nova parceria entre governo e a comunidade científica para ajudar a combater extinções causadas pela poluição, aumento de cidades e a expansão da agricultura para alimentar a crescente população, o aquecimento global e espécies invasoras.

Governos de todo mundo haviam firmado um acordo para redução da extinção de todas as espécies até 2010, durante a cúpula de 2002, em Johanesburgo.

"Mau gerenciamento e a crescente necessidade dos homens por água estão levando ecossistemas de água doce ao colapso, tornando as espécies de água doce as mais ameaçadas da Terra", afirmaram os representantes de um grupo de especialistas em biodiversidade, o Diversitas.

As taxas de extinção de espécies em água doce são "de quatro a seis vezes mais altas do que em habitats marinhos ou terrestres."

Peixes, sapos, crocodilos e tartarugas estão entre as espécies de água doce ameaçados.
"A meta de 2010 não será atingida", disse Hal Mooney, professor da Universidade de Stanford e presidente da Diversitas.

Diversitas vai se reunir com mais de 600 especialistas na Cidade do Cabo, na África do Sul, entre 13 e 16 de outubro, para discutir maneiras de proteger a biodiversidade.

Líderes do mundo todo concordaram durante a Cúpula de Johanesburgo em 2002 em conseguir uma "redução significativa na atual taxa de perda de diversidade biológica."

No entanto, "mudanças em ecossistemas e perda de biodiversidade continuam a acelerar... Taxas de espécies em extinção estão ao menos 100 vezes maiores do que na era pré-humana e devem continuar a aumentar", disse Georgina Mace, do Imperial College de Londres e vice-presidente do Diversitas, em um comunicado.

Barragens, irrigação e mudanças climáticas que devem perturbar o ciclo de chuvas estão prejudicando habitats de água doce. Canais permitem que plantas, peixes e outras espécies e doenças cheguem a novas regiões.

Até 2025, alguns especialistas prevêem que nem um único rio chinês vai chegar ao mar exceto durante enchentes, com efeitos tremendos para a indústria de peixes da China, disse a Diversitas.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Articulação na Política Monetária

O emprego conjunto de instrumentos de política monetária devem estar muito bem articulados no contexto das decisões de Estado em matéria de política econômica. Por exemplo, quando se trata de incentivar uma política expansiva, objetivando aumentar os meios de pagamentos e favorecer a demanda agregada via incremento do consumo das famílias, evidentemente as taxa de juros de crédito ao consumo, bem como os empréstimos bancários de curto prazo, devem estar alinhados aos encaixes compulsórios, os quais, por sua  vez são determinantes da própria capacidade das instituições ofertarem seus produtos financeiros, principalmente os de alta liquidez para o crédito imediato.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Dólares para o Petróleo

Está estimado que para os seguintes dez anos  o setor de petróleo da nossa economia terá que buscar cerca de 80 bilhões de dólares em financiamento de máquinas para viabilizar sua expansão. A crise ecoambiental global assumirá que papel nas expectativas da dinâmica dessa demanda?

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

CRISE E REAÇÕES

O consumo via expansão do crédito tem sido o grande sustentáculo do incremento e consolidação do capitalismo global, principalmente nos ultimos dez anos. Coube a nova ordem financeira mundial, capitaneada pelos USA e ao sincronismo dos mercados financeiros lastreados nos doláres que inundaram as bolsas com as expectativas crescentes dos derivativos, inflar cada vez mais a avassaladora demanda por mais crédito e mais expansão da base monetária nas economias ricas e nas emegentes. Inicialmente instalou-se uma perigosa desconfiança no sistema financeiro americano que abalou os pilares das tradicionais instituições bancárias americanas, o que, logo no início do que seria um grande incêndio, levou o FED (Banco Central Americano) a intervir com fortes medidas clássicas de política monetária objetivando garantir a liquidez do sistema e consequentemente impedir o indesejável desmoronamento do edifício capitalista.

O mundo ainda deverá sentir os efeitos dos esforços do colossal endividamento do tesouro americano via concessão de generosos financiamentos para socorro da liquidez dos seus principais bancos. Claro que isso de imediato cumpriu seus objetivos, todavia haverá um preço a ser cobrado da sociedade e o nível de confiança no sistema prosseguirá abalado. O dinamismo econômico que se desenha de forma tímida no pós-crise vai se confrontar com uma sociedade cada vez mais inadiplente e, talvez, comedida para o consumo que, certamente não será retomado nos patamares pré-crise.